"- e se o mundo fosse perfeito?
- seria uma perfeição sem emoção..."
somos? um misto disto e daquilo, dos momentos que constantemente nos influenciam. seríamos nós felizes se não soubéssemos o que era a tristeza? ou limitar-nos-íamos a existir?
e ainda assim, acredito. inocência à flor da pele.
30 de janeiro de 2008
24 de dezembro de 2007
Natal2007
como é que se diz?
"Feliz Natal e um Própero Ano Niovo"
sim, desejo isso...
mas desejo essencialmente duas coisas...
VOA ALTO E SÊ FELIZ!!
sim, por isso está ao teu alcance... sempre!!!
para todos um abraço, um beijo, muito carinho, todo o amor!
"Feliz Natal e um Própero Ano Niovo"
sim, desejo isso...
mas desejo essencialmente duas coisas...
VOA ALTO E SÊ FELIZ!!
sim, por isso está ao teu alcance... sempre!!!
para todos um abraço, um beijo, muito carinho, todo o amor!
11 de setembro de 2007
8 de julho de 2007
the beat goes on
The Beat Gos On - Bob Sinclar
The beat goes on, nothing's wrong
With this sound
We can sing it forever
Hey, look at me
I'm the one
Got to make the connection
The beat goes on
The beat goes on, nothing's wrong
With this sound
We can sing it forever
Hey, look at me
I'm the one
got to make the connection
Move with the times
Realize, it's a natural progression
and call once again
Feel the pause , share the love
One to one
We can now share the love
Without feel the way you scream because you know
That the beat goes on
The beat goes on, nothing's wrong
With this sound
We can sing it forever
Love, lost and found
Like the beat
goes on anything at all
Now it's the time to relate
Take some positive actions
Hey, look at me
I'm the one
Got to make the connection
And we can build up what we started
With the rhythm in our heart
We'll celebrate the changes
Cause everyday the beat goes on
We can regenerate that song
And let the evolution take us to the places
That we've never been before
Oh!
The beat goes on, nothing's wrong
With this sound
We can sing it forever
Hey, look at me
I'm the one
Got to make the connection
The beat goes on
The beat goes on, nothing's wrong
With this sound
We can sing it forever
Hey, look at me
I'm the one
got to make the connection
The beat goes on, nothing's wrong
With this sound
We can sing it forever
Hey, look at me
I'm the one
Got to make the connection
The beat goes on
The beat goes on, nothing's wrong
With this sound
We can sing it forever
Hey, look at me
I'm the one
got to make the connection
Move with the times
Realize, it's a natural progression
and call once again
Feel the pause , share the love
One to one
We can now share the love
Without feel the way you scream because you know
That the beat goes on
The beat goes on, nothing's wrong
With this sound
We can sing it forever
Love, lost and found
Like the beat
goes on anything at all
Now it's the time to relate
Take some positive actions
Hey, look at me
I'm the one
Got to make the connection
And we can build up what we started
With the rhythm in our heart
We'll celebrate the changes
Cause everyday the beat goes on
We can regenerate that song
And let the evolution take us to the places
That we've never been before
Oh!
The beat goes on, nothing's wrong
With this sound
We can sing it forever
Hey, look at me
I'm the one
Got to make the connection
The beat goes on
The beat goes on, nothing's wrong
With this sound
We can sing it forever
Hey, look at me
I'm the one
got to make the connection
21 de junho de 2007
MEC
Modelo de Estruturas do Conhecimento
possui 8 módulos, cujo desenho se pode considerar como:
a) Análise
M1 - de desporto em Estruturas do Conhecimento;
M2 - do envolvimento
M3 - dos alunos
b) Decisões
M4 - extensão e sequência da matéria
M5 - definição de objectivos
M6 - configuração da avaliação
M7 - criar progressões de aprendizagem
c) Aplicações (M8) - plano anual, mensal, de aula, de treino, individual
considera-se que o MEC possui dois tipos de conhecimentos:
1- conhecimento Declarativo (M1), isto é, o conhecimento do desporto, as disciplinas que o influenciam (fisiologia, biomecânica, pedagogia, psicologia); é o conhecimento das habilidades, dos conceitos transdisciplinares das ciências do desporto; é a estrutura e sequência; são os modelos e a verbalização.
2- conhecimento Processual (M2 a M8), ou seja, modelos teóricos de aprendizagem, introdução de variáveis, o "como ensinar", respeitando a idade, capacidade e diferenças individuais; é o planeamento, conhecimento pedagógico do conteúdo e instrução; é o desempenho de habilidades cada vez mais complexas.
o MEC simplifica a informação, reflecte um pensamento transdisciplinar, estrutura a matéria e serve de guia para o ensino/treino.
torna a abordagem mais específica, possui uma instrução comum a todas as actividades (ou desportos) e a análise parte do conhecimento do desporto. assim, liga o conhecimento acerca de uma matéria com a metodologia e as estratégias para o ensino/treino.
possui dois tipos de sequência:
base - topo
topo - base
possui 8 módulos, cujo desenho se pode considerar como:
a) Análise
M1 - de desporto em Estruturas do Conhecimento;
M2 - do envolvimento
M3 - dos alunos
b) Decisões
M4 - extensão e sequência da matéria
M5 - definição de objectivos
M6 - configuração da avaliação
M7 - criar progressões de aprendizagem
c) Aplicações (M8) - plano anual, mensal, de aula, de treino, individual
considera-se que o MEC possui dois tipos de conhecimentos:
1- conhecimento Declarativo (M1), isto é, o conhecimento do desporto, as disciplinas que o influenciam (fisiologia, biomecânica, pedagogia, psicologia); é o conhecimento das habilidades, dos conceitos transdisciplinares das ciências do desporto; é a estrutura e sequência; são os modelos e a verbalização.
2- conhecimento Processual (M2 a M8), ou seja, modelos teóricos de aprendizagem, introdução de variáveis, o "como ensinar", respeitando a idade, capacidade e diferenças individuais; é o planeamento, conhecimento pedagógico do conteúdo e instrução; é o desempenho de habilidades cada vez mais complexas.
o MEC simplifica a informação, reflecte um pensamento transdisciplinar, estrutura a matéria e serve de guia para o ensino/treino.
torna a abordagem mais específica, possui uma instrução comum a todas as actividades (ou desportos) e a análise parte do conhecimento do desporto. assim, liga o conhecimento acerca de uma matéria com a metodologia e as estratégias para o ensino/treino.
possui dois tipos de sequência:
base - topo
topo - base
31 de maio de 2007
Estrutura Pedagógica Renovada
o desporto tem uma capacidade aparente de se apresentar como neutro na construção do género, verificando-se o mesmo em relação à educação física na escola, onde todos são iguais, meninos e meninas. reside aqui um grande equívoco, que é a negação ao direito da diferença. assim, tende a ser considerado como "normal" e "natural" a importância dada aos jogos tidos tradicionalmente como masculinos, nomeadamente os jogos desportivos colectivos, em detrimento de outras práticas mais do agrado das meninas (e porque não, também dos meninos, uma vez senda apresentada essa opção).
a educação física e o desporto tem dificuldade em trabalhar com a diferença, sendo forçosamente preconceituosa, reforçando estereótipos. estes conceitos restringem a aprendizagem, incutindo a ideia (através do currículo, explícito, nulo ou oculto) hegemónica masculina, discriminado as meninas, mas também os meninos, pois não existe um modelo invariante e universal de género masculino. uma orientação hegemonicamente masculina silencia os/as menos aptos/as, provoca sentimentos negativos e acentua desigualdades.
apenas reconhecendo o princípio da alteridade e da equidade se contemplam as diferenças e se assegura a justeza nos processos educativos, desenvolvendo a cidadania, a auto-estima, melhorando a competência e fomentando o desejo de uma vida activa.
educação física de modelo único e tamanho único contraria o princípio antropológico que refere que os seres humanos são diferentes apesar das suas semelhanças.
a educação física debate-se com quatro tipos de problemas:
- dificuldade ancestral em ser reconhecida como disciplina académica
- dificuldade em valorizar práticas do mundo contemporâneo
- incapacidade de tratar os conteúdos sem estereotipar
- modelo curricular "desenvolvimento educacional"
um modo de alterar estas problemas seria:
- criar modelo curricular "educação desportiva" (Siedentop)
- criar modelo curricular "desporto para a paz" (Ennis)
para mudar, é necessário conceber, executar e avaliar novos modelos, devendo essa avaliação contemplar as percepções e representações dos/as alunos/as. tem de se manter os princípios vitais, como a cooperação, responsabilidade, mediação e resolução de conflitos, respeito pelas questões de género, preocupação com os outros, grupos coesos, tempo e oportunidade para aprender.
separar por sexos pontualmente e só quando estritamente necessário. todos passam por todos os papeis. só se aprende a desempenhar, executando.
educar para a cidadania, aumentando a motivação para a prática.
cabe ao professor/a motivar, supervisionar, entusiasmar, auxiliar, educar e co-educar.
a educação física e o desporto tem dificuldade em trabalhar com a diferença, sendo forçosamente preconceituosa, reforçando estereótipos. estes conceitos restringem a aprendizagem, incutindo a ideia (através do currículo, explícito, nulo ou oculto) hegemónica masculina, discriminado as meninas, mas também os meninos, pois não existe um modelo invariante e universal de género masculino. uma orientação hegemonicamente masculina silencia os/as menos aptos/as, provoca sentimentos negativos e acentua desigualdades.
apenas reconhecendo o princípio da alteridade e da equidade se contemplam as diferenças e se assegura a justeza nos processos educativos, desenvolvendo a cidadania, a auto-estima, melhorando a competência e fomentando o desejo de uma vida activa.
educação física de modelo único e tamanho único contraria o princípio antropológico que refere que os seres humanos são diferentes apesar das suas semelhanças.
a educação física debate-se com quatro tipos de problemas:
- dificuldade ancestral em ser reconhecida como disciplina académica
- dificuldade em valorizar práticas do mundo contemporâneo
- incapacidade de tratar os conteúdos sem estereotipar
- modelo curricular "desenvolvimento educacional"
um modo de alterar estas problemas seria:
- criar modelo curricular "educação desportiva" (Siedentop)
- criar modelo curricular "desporto para a paz" (Ennis)
para mudar, é necessário conceber, executar e avaliar novos modelos, devendo essa avaliação contemplar as percepções e representações dos/as alunos/as. tem de se manter os princípios vitais, como a cooperação, responsabilidade, mediação e resolução de conflitos, respeito pelas questões de género, preocupação com os outros, grupos coesos, tempo e oportunidade para aprender.
separar por sexos pontualmente e só quando estritamente necessário. todos passam por todos os papeis. só se aprende a desempenhar, executando.
educar para a cidadania, aumentando a motivação para a prática.
cabe ao professor/a motivar, supervisionar, entusiasmar, auxiliar, educar e co-educar.
22 de maio de 2007
13 de maio de 2007
rewind to remember
Eu vi
A minha alma gémea perto de mim
Eu sei
o que ela sente por mim
ela sente
e eu também sinto assim
o tempo passa e passa
a palavra passa a gesto
eu e ela tão perto
o amor ultrapassa
A minha alma gémea
Está aqui ao pé de mim
Minha loucura e minha paixão
E a confiança no meu coração
Nunca irei perder
Não Não Não Não
A minha alma gémea irás ser
Vivo
e sonho acordado
A minha
alma gémea aqui ao lado
Nem consigo respirar
Estou a sufocar
Ela está-se a aproximar
os meus nervos a aumentar
é possível assim amar
A minha alma gémea perto de mim
Eu sei
o que ela sente por mim
ela sente
e eu também sinto assim
o tempo passa e passa
a palavra passa a gesto
eu e ela tão perto
o amor ultrapassa
A minha alma gémea
Está aqui ao pé de mim
Minha loucura e minha paixão
E a confiança no meu coração
Nunca irei perder
Não Não Não Não
A minha alma gémea irás ser
Vivo
e sonho acordado
A minha
alma gémea aqui ao lado
Nem consigo respirar
Estou a sufocar
Ela está-se a aproximar
os meus nervos a aumentar
é possível assim amar
6 de maio de 2007
28 de abril de 2007
FADEUP team

Cima da esquerda para a direita: David Roque; António Dias (10); Carlos Pacheco (6); André Santos (7); Francisco Oliveira (9); Fernando Gonçalves (13); Jíri Prochazka (12)
Baixo da esquerda para a direita: José Rocamora (11); Ivo Pereira (4); António Barreiros (5); Luís Macedo (15); Rúben Andrade (8); Filipe Biscoito (14).
Em falta: Ondrej Stych
Equipa FADEUP 2006/2007 - Vice-Campeã Nacional de Basquetebol Universitário
estou orgulhoso de toda a equipa...
Toda a gente está na casa põe as mãos no ar!!!
4 de abril de 2007
coisas
está aí a Páscoa... a passagem, dizem! vamos a ver qual é a minha!
entrei hoje de férias... já merecidas! são apenas 7 dias, mas sempre é melhor que nada! depois começa logo a segunda fase da cnb2.. e começamos com jornada dupla na Madeira! antes fosse mais lá para maio... mas na boa!
ontem um dos meus meninos deu-me amêndoas de chocolate.. e eu distribui por todos!
hoje quero ir comprar a prenda para o meu menino!.. a ver...
de resto... cá se vai!
entrei hoje de férias... já merecidas! são apenas 7 dias, mas sempre é melhor que nada! depois começa logo a segunda fase da cnb2.. e começamos com jornada dupla na Madeira! antes fosse mais lá para maio... mas na boa!
ontem um dos meus meninos deu-me amêndoas de chocolate.. e eu distribui por todos!
hoje quero ir comprar a prenda para o meu menino!.. a ver...
de resto... cá se vai!
29 de março de 2007
modelo actancial de Greimas
este modelo procura explicar todo e qualquer texto através das histórias míticas. assim, o desporto sendo um fenómeno social total pode ser explicado através do mito, e a tradução da sua narração através do modelo actancial mitológico de Greimas.
segundo o autor, existem seis questões que se colocam a qualquer texto de natureza mitológica:
1- quem torna possível a conquista do quê?
2- quem procura conquistar o quê?
3- o que se pretende conquistar?
4- quem conquista esse objecto?
5- quais são os elementos que favorecem a conquista desse objecto?
6- quais são os elementos que se opõem à conquista desse objecto?
as respostas a estas seis questões traduzem-se nos seis elementos (ou actantes) fundamentais do discurso mitológico:
resposta à 1- dá-nos o Destinador (D1)
resposta à 2- dá-nos o Sujeito (S)
resposta à 3- dá-nops o Objecto (O)
resposta à 4- dá-nos o Destinatário (D2)
resposta à 5- dá-nos o Adjuvante (Adj)
resposta à 6- dá-nos o Oponente (Op)
este modelo pode ser aplicado ao desporto, à religião e à política, revelendo assim a ligação entre elas.
tema para próximos post's!
segundo o autor, existem seis questões que se colocam a qualquer texto de natureza mitológica:
1- quem torna possível a conquista do quê?
2- quem procura conquistar o quê?
3- o que se pretende conquistar?
4- quem conquista esse objecto?
5- quais são os elementos que favorecem a conquista desse objecto?
6- quais são os elementos que se opõem à conquista desse objecto?
as respostas a estas seis questões traduzem-se nos seis elementos (ou actantes) fundamentais do discurso mitológico:
resposta à 1- dá-nos o Destinador (D1)
resposta à 2- dá-nos o Sujeito (S)
resposta à 3- dá-nops o Objecto (O)
resposta à 4- dá-nos o Destinatário (D2)
resposta à 5- dá-nos o Adjuvante (Adj)
resposta à 6- dá-nos o Oponente (Op)
este modelo pode ser aplicado ao desporto, à religião e à política, revelendo assim a ligação entre elas.
tema para próximos post's!
26 de março de 2007
Roulette - System of a Down
I have a problem that I can not explain
I have no reason why it should've been so plain
I have no questions but i sure have excuse
I lack the reason why I should be so confused
I know, how I feel when i'm around you
I don't know, how I feel when i'm around you
Around You...
Left a message, but it ain't a bit of use
I have some pictures but what might be the deuce
Today you saw, you saw me, you explained
playing the show when running down the plane
I know, how I feel when I'm around you
I don't know, how I feel when i'm around you
I, I know, how I feel when i'm around you
I, don't know, how i feel when i'm around you
Around you...
I, I know, how I feel when i'm around you
I, don't know, how I feel when i'm around you
I, I know, how I feel when I'm around you
I, don't know, how I feel when I'm around you...
Around you...
Around you...
Around you...
Around you...
I have no reason why it should've been so plain
I have no questions but i sure have excuse
I lack the reason why I should be so confused
I know, how I feel when i'm around you
I don't know, how I feel when i'm around you
Around You...
Left a message, but it ain't a bit of use
I have some pictures but what might be the deuce
Today you saw, you saw me, you explained
playing the show when running down the plane
I know, how I feel when I'm around you
I don't know, how I feel when i'm around you
I, I know, how I feel when i'm around you
I, don't know, how i feel when i'm around you
Around you...
I, I know, how I feel when i'm around you
I, don't know, how I feel when i'm around you
I, I know, how I feel when I'm around you
I, don't know, how I feel when I'm around you...
Around you...
Around you...
Around you...
Around you...
15 de março de 2007
título?
pois, o dia passa. umas vezes tenho aulas, outras faço não sei o quê. nem sei bem porque decidi escrever hoje. vamos a ver que me apeteceu!
começei por por o título... qual seria? não me ocurreu mais nada a não ser "título?". maldito pensamento que a estas horas (como a quase todas as outras) não funciona como deveria. penso e penso e nada faço. sempre igual a mim mesmo, sempre diferente na igualdade!
"título?" poderia ser a minha busca pessoal para o significado da minha vida. hoje, em sociologia (aproveito para estudar), falavamos de pensamento mítico, que havia um destinador, um objecto, vários sujeitos, um destinatário, oponentes e adjuvantes. o prof disse que podiamos aplicar este discurso a tudo. e colocá-lo em função da minha vida? acho que também. mas às vezes custa descobrir qual a origem, qual o caminho e qual o fim... sendo que a morte é invariavelmente o fim. pelo menos da vida como a vivemos aqui.
continuo com a pergunta que pus no título deste post... e respondo deixando em aberto a resposta... "título?" começa em mim... o resto com o tempo (todo o meu tempo) descobrirei.
começei por por o título... qual seria? não me ocurreu mais nada a não ser "título?". maldito pensamento que a estas horas (como a quase todas as outras) não funciona como deveria. penso e penso e nada faço. sempre igual a mim mesmo, sempre diferente na igualdade!
"título?" poderia ser a minha busca pessoal para o significado da minha vida. hoje, em sociologia (aproveito para estudar), falavamos de pensamento mítico, que havia um destinador, um objecto, vários sujeitos, um destinatário, oponentes e adjuvantes. o prof disse que podiamos aplicar este discurso a tudo. e colocá-lo em função da minha vida? acho que também. mas às vezes custa descobrir qual a origem, qual o caminho e qual o fim... sendo que a morte é invariavelmente o fim. pelo menos da vida como a vivemos aqui.
continuo com a pergunta que pus no título deste post... e respondo deixando em aberto a resposta... "título?" começa em mim... o resto com o tempo (todo o meu tempo) descobrirei.
9 de março de 2007
no final da vida...
"desço as escadas, paro... viro-me... estás lá, realmente não pode ter sido apenas um sonho!
e realmente não foi. isso faz-me sorrir!... porque eu também sorrio... os meus lábios, os meus olhos, as minhas rugas, o meu coração...
sou um velho, mas ainda sou a criança que fui, a criança que busquei ser. aqueles momentos de inocência que antecedem uma ânsia crescente de querer mais (ou pelo menos tanto) estão presentes quando fecho os olhos e relembro tudo o que vivi... sem pena, sem mágoa, sem tristeza. apenas a minha liberdade de ser e sentir"
e realmente não foi. isso faz-me sorrir!... porque eu também sorrio... os meus lábios, os meus olhos, as minhas rugas, o meu coração...
sou um velho, mas ainda sou a criança que fui, a criança que busquei ser. aqueles momentos de inocência que antecedem uma ânsia crescente de querer mais (ou pelo menos tanto) estão presentes quando fecho os olhos e relembro tudo o que vivi... sem pena, sem mágoa, sem tristeza. apenas a minha liberdade de ser e sentir"
2 de março de 2007
22 de fevereiro de 2007
hoje
Hoje acordei quando o sonho me chamava,
hoje levantei-me quando a cama me aliciava,
hoje o dia começou cinzento,
hoje o meu pensamento era ainda mais lento.
Hoje para o carro fui a dormir,
hoje sem despertar tive de conduzir,
hoje para as aulas fui devagar,
hoje o código fui levantar.
Hoje a aula passou a correr,
sem que alguma coisa ficasse a saber,
hoje a casa vim almoçar,
com a família o café fui tomar.
Hoje a piscina estava em tratamento,
hoje na água parecia um jumento,
devagar, lentamente, continuava teimoso,
e o meu corpo estava nada formoso.
Hoje ficaram a lacrimejar os meus olhos,
nem sei se o cloro era aos molhos,
a prof diz que para os olhos arder,
o nível do cloro na água tem de descer.
Hoje também fui qualquer coisa lanchar,
quando cheguei foi só me sentar,
hoje comemos lá na cozinha,
veio a Fintas para não ficar sozinha.
Hoje também passei pelas brasas,
já estava a sonhar que tinha ganho asas,
hoje também vi o benfica a perder,
mas no fim também o vi vencer.
Hoje ainda vou eu para o treino,
é como se cuidadesse de um grande reino,
hoje o dia ainda é uma criança,
talvez pactue uma grande aliança.
Hoje apeteceu-me escrever em rima,
penso que está desde lá cima,
não vou ser avaliado, quero lá saber,
hoje escrevi só pelo prazer!
hoje levantei-me quando a cama me aliciava,
hoje o dia começou cinzento,
hoje o meu pensamento era ainda mais lento.
Hoje para o carro fui a dormir,
hoje sem despertar tive de conduzir,
hoje para as aulas fui devagar,
hoje o código fui levantar.
Hoje a aula passou a correr,
sem que alguma coisa ficasse a saber,
hoje a casa vim almoçar,
com a família o café fui tomar.
Hoje a piscina estava em tratamento,
hoje na água parecia um jumento,
devagar, lentamente, continuava teimoso,
e o meu corpo estava nada formoso.
Hoje ficaram a lacrimejar os meus olhos,
nem sei se o cloro era aos molhos,
a prof diz que para os olhos arder,
o nível do cloro na água tem de descer.
Hoje também fui qualquer coisa lanchar,
quando cheguei foi só me sentar,
hoje comemos lá na cozinha,
veio a Fintas para não ficar sozinha.
Hoje também passei pelas brasas,
já estava a sonhar que tinha ganho asas,
hoje também vi o benfica a perder,
mas no fim também o vi vencer.
Hoje ainda vou eu para o treino,
é como se cuidadesse de um grande reino,
hoje o dia ainda é uma criança,
talvez pactue uma grande aliança.
Hoje apeteceu-me escrever em rima,
penso que está desde lá cima,
não vou ser avaliado, quero lá saber,
hoje escrevi só pelo prazer!
21 de fevereiro de 2007
como eu vejo
"Finalmente, o telefone. De um salto, Raimundo Silva levantou-se, a cadeira empurrada para trás oscilou e caiu, e ele já ia no corredor, um pouco à frente de alguém que o observava sorrindo com suave ironia. Quem nos diria, meu caro, que tais coisas viriam a acontecer-nos, não, não me respondas, é perda de tempo dar troco a perguntas retóricas, várias vezes falámos disso, vai, vai, eu sigo-te, nunca tenho pressa, o que algum dia tiver de ser teu, meu há-de ser, eu sou sempre aquele que chega depois, vivo cada momento vivido por ti como se de ti respirasse um perfume de rosas apenas guardado na memória, ou, menos poeticamente, o teu prato de hortaliça e feijão branco, onde em cada instante a tua infância renasce, e não o vês, e não quererias acreditar que se fosse preciso dizer-to. Raimundo Silva lançou-se sobre o telefone, num segundo de dúvida pensou, E se não é ela, era ela, Maria Sara, que lhe dizia, Não o devia ter feito, Porquê, perguntou ele, desconcertado, Porque a partir de hoje não poderei não receber rosas todos os dias, Nunca lhe faltarei com elas, Não me refiro a rosas rosas, Então, Ninguém deveria poder dar menos do que deu alguma vez, não se dão rosas hoje para dar deserto amanhã, Não haverá deserto, É só uma promessa, não o sabemos, É verdade, não o sabemos, eu também não sabia que lhe mandaria duas rosas, e você, Maria Sara, por seu lado, não sabe que duas rosas iguais a essas estão aqui, num solitário, sobre a mesa onde há umas folhas escritas com uma história de um cerco que nunca aconteceu, ao lado duma janela que dá para uma cidade que não existe tal qual a vejo (...)"
José Saramago - História do Cerco de Lisboa
José Saramago - História do Cerco de Lisboa
17 de fevereiro de 2007
despertar
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